7 formas de evitar a insegurança pública

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Sem dúvidas, a insegurança pública é um dos problemas que mais tira o sono de quem vive no Brasil nos últimos anos. Pesquisa Datafolha de 2014 apontou que a falta de segurança é o principal problema do país na opinião de 25% da população, ficando atrás apenas da saúde (que foi destacada por 32% dos entrevistados). 

O tempo passou e a percepção pouco mudou. Uma pesquisa também do Datafolha realizada em 2017 perguntou às pessoas se ela sentiam ou não a proximidade do crime organizado na sua vizinhança. Do total de entrevistados, 23% consideram essa sensação alta e 26% a consideram média. 

O problema é complexo, exige trabalho em vários níveis, investimentos diversos e tempo para elaborar e implementar medidas e políticas públicas diversas. Ao mesmo tempo, as soluções possíveis são muitas e nem sempre há consenso sobre quais seriam as melhores e quais deveriam ser descartadas.

De todo modo, há alguns pontos em comum apontados por pesquisadores, especialistas, além de exemplos gerados pela própria população na tentativa de superar o problema da insegurança pública.

7 formas de evitar a insegurança pública

A lista a seguir não traz respostas definitivas, nem esgota as soluções que podem ser usadas para combater a insegurança pública, mas inclui muitas das questões que sempre vêm à tona no debate sobre o tema. 

1. Investir mais e melhor

Estudiosos concordam que aumentar os investimentos em segurança é uma parte importante na resolução do problema. Na comparação com outros países que também sofrem com a violência, o Brasil ainda investe menos. 

Por exemplo, enquanto os custos com insegurança chegam a 3,3% das despesas totais do governo na Colômbia, e a 6,2% no México, no Brasil essa prorção corresponde a apenas 0,40%.

É importante também que não só se invista mais, mas se invista de maneira mais eficiente e planejada.  

2. Abordar o problema de forma adequada na esfera política

Os gestores públicos são aqueles que de fato podem colocar em prática as medidas que terão grande impacto para combater a insegurança pública. Mas para que isso ocorra com os efeitos desejados, pesquisadores defendem que é necessário superar disputas e interesse políticos e tratar o problema sob o ponto de vista técnico.

Também é necessário deixar de lado o jogo de empurra entre União, Estados e municípios, de modo que todas as esferas assumam suas responsabilidades e atuem de maneira integrada e não conflitante. 

3. Reformar e valorizar o trabalho policial

Especialistas em segurança frequentemente ressaltam a necessidade de se repensar o modelo policial no país. Dentre as medidas apontadas como necessárias, estão a valorização e motivação dos agentes policiais e também a integração das polícias, com estratégias que foquem na prevenção e investigação de crimes.

4. Reestruturar o sistema carcerário

O Brasil é o terceiro país que mais prende criminosos no mundo e sua população carcerária ultrapassa os 700 mil presos. Mesmo assim, os índices de criminalidade são altíssimos. Claramente, alguma coisa não está sendo feita corretamente e o erro passa pelo sistema prisional.

Pesquisadores sempre reforçam a necessidade de se repensar o funcionamento das penitenciárias no Brasil. Dentre as questões envolvidas, presídios com infraestrutura e modelos adequados para o grau de periculosidade dos presos, desde colônias penais até presídios de segurança máxima.

Deve-se dar atenção também à estrutura de trabalho e garantias dos agentes penitenciários, bem como um investimento inteligente de recursos na construção e manutenção dos presídios.

5. Aprender com os bons exemplos

Os índices de violência e criminalidade no Brasil são indiscutivelmente altos, mas eles não são homogêneos quando comparados os municípios ou Estados. Há cidades mais seguras que outras, com taxas de crimes inferiores à média. 

O que essas cidades estão fazendo para obter esses resultados? Como isso pode ser levado para a realidade de outros municípios? Essas são perguntas que especialistas, pesquisadores e gestores públicos poderiam fazer para encontrar soluções que ajudem a corrigir o problema.

6. Criar envolvimento comunitário

Combater a insegurança pública é uma tarefa que pode ser mais bem executada se houver o envolvimento de todos, respeitadas as proporções das responsabilidades de cada um. É fato que aos governantes cabem as mudanças de grande impacto, mas a sociedade também pode se organizar num nível comunitário. 

Existem bons exemplos de grupos de vizinhos que criam uma rede de colaboração e usam grupos de Whatsapp para tratar de assuntos relativos à segurança do entorno onde moram.

7. Aproximar a população dos policiais

Ainda na linha do envolvimento da comunidade, uma outra frente para tratar da insegurança pública é criar um relacionamento mais próximo entre moradores e policiais.

Este é um ponto crítico, pois eles representam o elemento mais próximo que existe entre a sociedade e as forças de segurança, no entanto, além de ainda não haver um estreitamento de laços, ainda há desconfiança. Uma pesquisa da FGV de 2014 que mediu o índice de confiança nas instituições jurídicas e de segurança mostrou que 70% das pessoas não confiam na polícia. 

Há várias maneiras de se reverter esse quadro e uma delas é a criação do chamado CONSEG, Conselho Comunitário de Segurança. O grupo é formado por vizinhos e por um representante da polícia militar; uma ótima ferramenta para criar uma ponte entre os agentes de segurança e a população. 

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