Grandes eventos: Integração dos efetivos das seguranças pública e privada

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O Brasil tem se destacado, nos últimos anos, pela realização de grandiosos eventos. Entretanto, para além de Copa do Mundo, Olimpíadas e afins, todas as partes do país estão sempre abrigando acontecimentos de todos os portes, sejam por motivações turísticas, corporativas e outras.

Mas qual é o ponto ideal de equilíbrio entre a segurança pública e privada e os serviços de monitoramento? É isso que discutiremos a seguir.

A união entre segurança pública e privada

A discussão sobre a união entre força pública e privada de segurança ganhou força justamente em razão da Copa do Mundo, cujo sucesso demonstrou o quanto a união pode ser favorável à realização de um grande evento. Há até mesmo uma Portaria, nº 3233/2012, criada pela Polícia Federal, que aponta a necessidade de efetivos oriundos de forças de segurança privada em eventos cujo quantitativo de pessoas exceda 3 mil.

O desafio, no caso dos grandes eventos, é garantir a presença de profissionais de segurança devidamente treinados e capacitados. Afinal, é uma área que lida com a integridade da vida humana.

O Sistema Nacional de Segurança

Criado pelos Ministérios da Defesa e da Justiça em função da Copa do Mundo de 2014, o Sistema Nacional de Segurança é uma iniciativa que divide ações em cada um dos setores da seguinte forma: Polícia Militar e Guarda Municipal ficam com responsabilidade de trabalhar pela segurança de zona pública e forças especiais ficam a postos para acionamento em caso de crimes ou tumultos.

Além disso, empresas privadas poderão assegurar a segurança de espaços como hotéis, estádios, concentrações, treinamentos, veículos de transporte de valores, escolta de objetos, entre outros. O mais importante é que a segurança privada não pode portar qualquer tipo de armamento.

Especialistas em segurança afirmam que a integração de diferentes forças de segurança é algo absolutamente fundamental para que os eventos transcorram pacificamente. Até mesmo pelo fato de, com um aumento contingencial promovido pela integração, não ser mais necessário deslocar qualquer policial que esteja realizando patrulhamento nas ruas para um evento privado. Nesse caso, um membro de segurança privada se responsabiliza pela manutenção da ordem no espaço interno e o policial mantém suas atividades no espaço público, não desguarnecendo a população.

O mercado de segurança privada

Contudo, o mercado de segurança privada precisa se estabelecer de forma plena, pois há muitas empresas que atuam de forma irregular e geram riscos à população pela falta de preparo e formação adequada.

Há uma legislação que rege as empresas privadas de segurança; trata-se da 7.102/83, que assegura que toda empresa de segurança privada precisa:

– Ter autorização da Polícia Federal para atuar em todo o território nacional;
– Contar com profissionais que tenham formação na área;
– Profissionais que portem a Carteira Nacional de Vigilante (CVV), concedida pelo Ministério da Justiça.

Um código penal aliado a um sistema prisional organizado, e que de fato corrija os infratores, é a solução para a violência. Mas a função da segurança – tanto pública quanto privada – em fornecer uma sensação de proteção à população também é essencial. Por isso, a união deve ser constante para que os resultados desse trabalho sejam os melhores possíveis.

O que você pensa a respeito da cooperação entre segurança pública e privada? Conte para a gente nos comentários!

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